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Setor têxtil do RN contabiliza mais de 18% demissões na área

Publicado por Adriano Medeiros, em 22/01/2015 às 14:30

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A crise econômica enfrentada pelo Rio Grande do Norte, em âmbito nacional e internacional, está atingindo a produção em diversos setores de atividade. Só na área de confecções, que complementa a formação da cadeia de produção da indústria têxtil, 3.852 postos de trabalho foram desocupados em quatro anos. Os dados foram informados pelo Sindicato dos Alfaiates e Costureiras do Estado (Sindconfecções), com relação aos anos de 2009 a 2013.

De acordo com o registrado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2009 a área de confecções no RN contabilizava 20.486 empregos formais. Em 2013, esse número caiu para 16.634, representando uma redução de 18,80% dos postos de trabalho.

Uma das razões para isso, segundo Maria dos Navegantes dos Santos, presidente do Sindconfecções, é falta de políticas públicas para incentivo à atividade industrial. “Houve um tempo em que o Governo do Estado tinha mais atenção à indústria. Nos últimos anos essa atenção deixou de existir. Nosso estado tem um enorme potencial de crescimento na indústria têxtil, mas precisa de políticas de investimento mais exatas, incisivas”, comentou.

A interpretação dos números e do quadro de demissões no Rio Grande do Norte se torna ainda mais séria quando se compara à realidade de estados vizinhos, como o Ceará. Enquanto nesses quatro anos o RN apresentou queda nos postos de trabalho, o Ceará registrou um aumento de 12,10%.

Para Melque Moreira, técnico do Dieese, os potiguares estão perdendo em produção em sua própria região. “Em 2009, o Ceará tinha registrado 48.548 postos de trabalho formal e chegou a 54.424 empregados em 2013. Isso prova que as políticas de incentivo de lá são mais eficazes que a nossa. E isso preocupa o segmento”, destacou.

Os estados da Paraíba e de Pernambuco também registraram índices satisfatórios de crescimento na confecção com o aumento do número de empregados. A Paraíba apresentou um aumento de 14,41% e Pernambuco 32,76%. Os Pernambucanos tiveram um desempenho contrário ao do Rio Grande do Norte, ao saltar de 17.638 empregados para 23.417.

Na manhã desta quinta-feira (22) o Sindconfecções estava homologando 75 demissões do setor. “Esse período de dezembro, janeiro e fevereiro é o que mais registra demissões, devido ao fim de um ciclo de produção. Normalmente, o segmento começa a contratar em abril, para reaquecer as produções do ano. Nossa expectativa é que o Governo do Estado encontre alguma forma para melhorar a situação da indústria, possibilitando um aumento mais confortável das contratações”, afirmou Maria dos Navegantes.

Informalidade

Uma das queixas do Sindconfecções é com relação a quantidade dos postos de trabalho informal existentes no Rio Grande Norte. De acordo com a presidente do sindicato, não há registro oficial da quantidade de trabalhadores informais, mas a demanda é muito alta, principalmente nas facções instaladas no interior do Estado.

“Temos conhecimento de que a informalidade se concentra principalmente nas atividades voltadas ao serviço de facção, onde as tarefas preponderantes são exercidas por costureiras”, disse, informando que muitas facções não chegam a remunerar os trabalhadores com o piso salarial da categoria, que hoje está em R$ 793.

“Há empresas que pagam acima do piso, situação que é legal. Mas há muitos casos em que pagam salário abaixo do piso, prática condenada por nós, já que o piso salarial é o valor mínimo de remuneração do trabalhador nas confecções. Além disso, há pratica de trabalho exaustivo. Essa situação também precisa ser combatida em nosso Estado”, afirmou.

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