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“Greve dos petroleiros não é econômica, é uma defesa do Brasil”, explica Divanilton Pereira

Publicado por Adriano Medeiros, em 05/11/2015 às 08:39

No terceiro dia da greve nacional dos petroleiros, a mobilização em defesa da Petrobras demonstra força crescente. Essa é a avaliação do secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, que participou de uma reunião do comitê da greve no Sindicato dos Petroleiros de São Paulo nesta terça-feira (3). Reunido com outros trabalhadores do setor, Divanilton dialogou com os movimentos sociais da capital paulista para pedir apoio.

 

“Essa greve não se refere a uma questão econômica, é uma defesa da Petrobras e seus investimentos. É uma pauta em defesa do Brasil. O novo plano de negócios que a Petrobras definiu retira mais de R$ 500 bilhões de investimento até 2019, e isso tem um impacto na economia de quase 1,5% do PIB brasileiro. Os terceirizados estão sendo demitidos, os cortes de investimentos prejudicam as atividades, tem gente desembarcando por conta de plataformas desativadas, a indústria naval está rompendo contratos”, explicou a dirigente cetebista. “A velocidade da adesão a essa greve tem sido maior que a de todas as outras, nós observamos aqui, justamente por ser uma luta contra algo concreto”, completou.

 

A mobilização dos trabalhadores já atinge todo o país. Apenas no Rio de Janeiro, onde é produzido 80% do petróleo nacional, 45 plataformas já aderiram ao movimento, além das refinarias, e há operações parecidas na Bahia, no Espírito Santo, no Rio Grande do Norte, em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Amazonas e Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. A tabela ao final do texto detalha o progresso da greve.

 

Corte de investimentos 

 

Depois de mais de 100 dias em silêncio, os representantes da Petrobras não se manifestaram sobre o manifesto de seus trabalhadores, contrários ao ajuste draconiano que a empresa detalhou em seu Plano de Negócios e Gestão (PNG). Para agravar a situação, não compareceram à reunião organizada pelo Ministério Público do Trabalho - algo que foi encarado como uma afronta pela Federação Única dos Petroleiros, e que foi o estopim da paralisação. "A ausência da empresa reflete o desinteresse em buscar uma solução negociada no que diz respeito às questões levantadas pela Federação e principalmente sobre o regramento da greve", ressaltou o MPT na ata da audiência.

 

“Os cortes de investimentos, venda de ativos, interrupção de obras e paralisação de projetos impactam o desenvolvimento e a soberania nacional. Segundo estudos do próprio governo, para cada R$ 1 bilhão que a Petrobrás deixa de investir no país, o efeito sobre o PIB é de R$ 2,5 bilhões. Se o PNG não for alterado, a estimativa é de 20 milhões de empregos deixarão de ser gerados até 2019”, dizia o relatório da FUP, ignorado pela empresa e pelo governo.

 

Apesar de reconhecerem a dificuldade imposta pela queda no preço do petróleo mundo afora, os petroleiros oferecem uma proposta alternativa que sugere alongar a dívida da Petrobras, com compensações no longo prazo, para preservar o plano de investimento da empresa e desenvolvimento nacional.

 

O documento sugere também que o governo aproveite o momento de queda no valor das ações da Petrobras para fechar seu capital, troque dívidas em dólares por reais e utilize a logística e a infraestrutura já disponível para gerar valor imediato. Cita como exemplo a instalação de cabos de fibra ótica nas faixas de dutos, por exemplo, para explorar comercialmente os dutos de mais maneiras.

 

Quadro atualizado da greve

 

Norte Fluminense

 

Adesão de  41 plataformas, sendo que 25 estão totalmente paradas. Além disso, oito plataformas estão com restrição de produção e outras oito foram passadas para as equipes de "pelegos". Cerca de 400 a 450 mil barris deixaram de ser produzidos. No Terminal de Cabiúnas, não há rendição de turno.

 

Bahia

 

RLAM e terminais da Transpetro sem troca de turno. Fafen parada, Termoelétrica e PBio, sem trocas de turno. Campos de produção terrestre também na greve, com algumas unidades completamente paralisadas.

 

Espírito Santo                                                                                 

 

Operação do Terminal Aquaviário de Vitória está paralisada. No Terminal de Barra do Riacho, foi suspenso o recebimento de gás e o navio que está atracado no TABR não será operado. A P-58 está com 50% da produção reduzida, os trabalhadores desembarcaram e foram substituídos pela equipe de contingência.  Na Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), os operadores entregaram a unidade para a supervisão.  No Terminal Norte Capixaba, a unidade também foi entregue ao gerente e aos supervisores.

 

Rio Grande do Norte

 

nas plataformas marítimas, a produção foi interrompida em 13 unidades. Os trabalhadores dos campos de produção terrestre também aderiram à greve. As unidades do Pólo de Guamaré estão sem troca de turno. A Refinaria Clara Camarão está com a produção parada.

 

São Paulo

 

Na Recap e na Replan, a greve está com 100% de adesão dos trabalhadores do turno. Ambas as refinarias foram entregues para as equipes de contingência.

 

Duque de Caxias

 

A REDUC e a Termoelétrica permanecem sem troca de turnos. A Petrobrás continua impedindo a presença das direções sindicais dentro das unidades.

 

Minas Gerais

 

Na Regap e na Termoelétrica, os trabalhadores não estão realizando a troca de turno.

 

Pernambuco e Paraíba

 

Os trabalhadores do Terminal da Transpetro em Suape e da Refinaria Abreu e Lima continuam cortando a rendição dos turnos.

 

Amazonas

 

A Reman e os Terminais de Coari e Solimões permanecem sem troca de turno.

 

Ceará

 

Lubnor segue sem rendição de turno. Em Paracuru e na Usina de Biodiesel, os trabalhadores sendo mantidos em cárcere privado.

 

Rio Grande do Sul

 

Refap, Terminal de Rio Grande e a Termoelétrica Sepé Tiaraju seguem sem trocas de turno.

 

Paraná e Santa Catarina

 

Na Repar e na Usina do Xisto (SIX), não há troca de turno e as unidades foram entregues às equipes de contingência. Na Fafen, a greve a produção da unidade está paralisada.

 

 

 

Portal CTB, com informações da FUP

Fonte: CTB

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